Informação sobre catapora, causas, sintomas e tratamento da catapora, identificando formas de a diagnosticar e classificar.


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Vacina de catapora, quem não deve tomar

Existem certo tipo de indivíduos que não devem  tomar a vacina de catapora, nomeadamente:
  • Pessoas muito alérgicas à gelatina e ao medicamento neomicina ou pessoas que apresentem reação alérgica a uma dose anterior da vacina, não devem ser vacinadas;
  • Gestantes só devem tomar a vacina contra varicela depois do parto;
  • Pessoas com câncer, portadoras de HIV e outros problemas imunodepressores devem conversar com o médico ou enfermeiro antes de serem vacinadas;
  • Pessoas que recentemente receberam transfusão de sangue ou hemoderivados devem perguntar ao médico qual a melhor altura para tomar a vacina contra a catapora;
  • Pessoas com febre alta só devem ser vacinadas depois que a febre e outros sintomas tiverem desaparecido.

Questões sobre a vacina da catapora

Os efeitos colaterais associados com a obtenção da vacina da catapora podem incluir sensibilidade no local da injeção, febre baixa ou erupção cutânea leve, tipicamente em torno da área da injeção, mas nem sempre ocorrem.

As pessoas que recebem a vacina da catapora têm um menor risco de contrair herpes mais tarde na vida, quando comparadas com aquelas que foram infetadas com o vírus natural. Estudos também têm mostrado que, se os indivíduos vacinados obtiverem herpes zôster, eles experimentam sintomas menos severos do que aqueles que foram infetados naturalmente 

Enquanto que as mulheres grávidas não são recomendadas para obter a vacina da catapora, crianças ou outras pessoas da família que convivem com elas na mesma casa podem receber a vacina.

Se o seu filho é imuno-comprometido, ele é mais propenso a sofrer complicações durante uma infeção com catapora, portanto, você deve diminuir suas chances de entrar em contato com o vírus. Para conseguir isso, você deve: certificar-se de que todas as pessoas que rodeiam o seu filho já tiveram catapora ou foram imunizadas; mantendo o seu filho longe de qualquer pessoa com catapora. Certifique-se de que as pessoas da escola ou creche estão cientes da situação, no caso de alguém na escola ser diagnosticado com a doença.

A catapora é adquirida por algumas crianças porque seus pais preferem que seu filho tenha a doença em vez da vacina. Nestes casos as crianças são intencionalmente expostas a crianças infetadas e a seus pertences, tais como copos, pirulitos, roupas e brinquedos, na esperança de que elas desenvolvam também catapora. Porque complicações e morte podem ocorrer durante infeções de catapora e porque a vacina da catapora é segura, a vacina é a maneira mais segura de proteger o seu filho de catapora.

Antes de existir uma vacina contra catapora, a cada ano cerca de 10.000 pessoas foram hospitalizadas e cerca de 50 a 100 morreram de catapora.
Por outro lado, a vacina da catapora não causa quaisquer efeitos colaterais graves. Assim, os benefícios de obter a vacina da catapora compensam o risco.

A vacina da catapora

A partir do momento em que a vacina contra a catapora foi introduzida, tem havido uma redução impressionante no número de infeções de catapora a cada ano. Considerando que, antes da vacina cerca de 4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com catapora a cada ano, mais recentemente, o número caiu para dezenas de milhares de pessoas a cada ano. Infelizmente, isso ainda gera um grande numero de pessoas doentes, sendo que a doença está longe de ser controlada, por isso a vacinação é importante.

A vacina da catapora é feita com vírus varicela viva, enfraquecido. O vírus da vacina é enfraquecido, de modo que, quando a vacina é administrada, cresce de modo suficiente para provocar a imunidade, mas não o suficiente para causar doença.
A vacina da catapora é recomendada para todas as crianças entre 12 e 15 meses de idade e novamente entre 4 e 6 anos de idade. As crianças mais velhas e adultos que não tiveram a vacina ou a doença também devem receber duas doses.
As pessoas com as seguintes condições não devem tomar a vacina da catapora:
- cânceres;
- algumas deficiências imunológicas, incluindo o HIV; alergia a gelatina; pessoas em terapia imunossupressora de longo prazo ou aquelas que receberam esteróides em altas doses; ou pessoas que receberam recentemente hemoderivados ou imunoglobulinas;
- mulheres que estejam grávidas.

A vacina da catapora é segura

A vacina da catapora é segura para a maioria das pessoas. Mas a vacina, como qualquer outro remédio, pode causar problemas como febre, leve erupção na pele, dor temporária ou rigidez nas articulações, além de reações alérgicas. Problemas mais severos são muito raros. Aproximadamente 70 a 90% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra a catapora. 

Vacina contra catapora (Varicela)

Indicação
A vacina contra a varicela é indicada para:
  • pessoas suscetíveis à doença e imunocompetentes que estejam em contato domiciliar ou hospitalar com pacientes imunocomprometidos;
  • pessoas suscetíveis à doença e imunocompetentes, no momento da internação em enfermaria onde haja caso de varicela;
Observação:
  • Quando da ocorrência de caso de varicela em enfermaria proceder à vacinação de bloqueio.
  • pessoas suscetíveis a doença que serão submetidas a transplante de órgãos (fígado, rins, coração, pulmão e outros órgãos sólidos), pelo menos três semanas antes do ato cirúrgico;
  • pessoas com leucemia linfocitica aguda e tumores sólidos malignos em remissão, sem radioterapia.
Observação:
  • Durante seis semanas após a administração da vacina contra a varicela evitar o uso de salicilato.
Contra-indicação
A vacina contra a varicela é contra-indicada na ocorrência de hipersensibilidade imediata (reação anafilática) após o recebimento de qualquer dose anterior, ou de história de hipersensibilidade aos componentes da vacina.
É contra-indicada, também, na vigência de gravidez e para pacientes imunocomprometidos, excetuando-se os casos referidos na indicação.

Composição
A vacina contém o vírus vivo da varicela atenuado, obtido de cultura de células diplóides humanas, contendo traço de neomicina e nutriente (sorbitol, manitol).

Apresentação
A vacina é apresentada sob a forma liofilizada, em frasco de dose única, acompanhado do respectivo diluente.

Conservação
A vacina contra a varicela, dependendo do laboratório produtor, é conservada numa temperatura entre +2ºC e +8ºC ou a - 20ºC, mesmo na instância local.

Dose e volume
O esquema básico da vacina contra a varicela corresponde:
  • a uma dose de 0,5 ml para crianças de 12 meses a 12 anos de idade;
  • duas doses de 0,5 ml para os maiores de 13 anos de idade, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma dose e outra.
Via de administração
A vacina contra a varicela é administrada por via subcutânea.
A injeção é feita, de preferência, na região do deltóide, na face externa da parte superior do braço, ou na face ântero-lateral externa do antebraço, podendo, também, ser administrada na região do glúteo, no quadrante superior externo.

Reconstituição e administração
O vacinador, antes de administrar a vacina contra a varicela, deve:
  • lavar as mãos e organizar todo o material: seringa, agulha e outros;
  • retirar a vacina e o diluente do refrigerador ou da caixa térmica, verificando o nome da vacina, bem como o prazo de validade.
Observações:
  • O diluente, no momento da reconstituição, deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2ºC e +8ºC.
  • para esfriar o diluente colocá-lo no refrigerador, pelo menos, seis horas antes da reconstituição.
  • reconstituir a vacina, da seguinte forma, aspirar o diluente, injetar o diluente vagarosamente pelas paredes do frasco, fazer um movimento rotativo com o frasco para uma perfeita homogeneização da vacina, aspirar o volume a ser administrado, verificando na graduação da seringa se a dosagem está correta;
  • preparar a pessoa a ser vacinada, colocando-a em posição segura e confortável, fazendo a limpeza do local da administração, se necessário.
O vacinador, para administrar a vacina, deve injetar o líquido lentamente.

Observação:
  • A técnica a ser utilizada para administrar a vacina contra a varicela é a da injeção subcutânea.
O vacinador, após administrar a vacina, deve:
  • desprezar a seringa e a agulha;
  • estar atento à ocorrência de eventos adversos imediatos;
Observações:
  • Podem surgir manifestações locais como dor e rubor.
  • Cerca de 7% das crianças e adultos podem apresentar exantema maculopapular ou variceliforme até 30 dias da administração da vacina.
  • O risco de zoster é mais baixo após a vacinação do que após a doença natural.
  • Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre questões específicas;
  • lavar devidamente as mãos;
  • Registrar o número do lote e a validade da vacina administrada;
  • Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema básico de vacinação.
Fonte:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_proced_vac.pdf