Informação sobre catapora, causas, sintomas e tratamento da catapora, identificando formas de a diagnosticar e classificar.


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Tratamento de catapora

A catapora é extremamente contagiosa. Mantenha o seu filho em casa até que todas as bolhas rebentem e ganhem crosta.
A maioria dos casos de catapora requer pouco ou nenhum tipo de tratamento, pelo que normalmente apenas se trata os sintomas.
O aciclovirm, uma medicação antiviral é eficaz para encurtar a duração dos sintomas da catapora e pode ser recomendada para certas pessoas com esta condição, como mulheres grávidas, pessoas com um sistema imunológico enfraquecido, e adultos que procuram aconselhamento médico no prazo de 24 horas após o aparecimento da erupção cutânea.
Além disso, o médico pode recomendar analgésicos e um anti-histamínico para aliviar a dor, coceira e inchaço. Antibióticos apenas serão usados se surgir uma infecção bacteriana secundária da pele ou se a pessoa desenvolver pneumonia bacteriana.

Quem pode contrair a catapora

Quem pode contrair a a catapora, são:
  • Qualquer pessoa que nunca teve catapora e nunca foi vacinada. 
  • Bebês menores de 12 meses de idade, porque são muito pequenos para serem vacinados.
  • Às vezes, mesmo quem tomou a vacina pode contrair catapora (isso se chama “varicela modificada”). 
Quando as pessoas vacinadas contraem a catapora, os sintomas costumam ser leves. Elas têm menos lesões, menos probabilidade de ter febre e recuperam-se mais rapidamente. 


Como é transmitida a catapora

A catapora transmite-se facilmente, sendo mais contagiosa no dia antes da erupção aparecer.
A catapora transmite-se de pessoa para pessoa através do contato direto com o vírus. Você pode obter a catapora se tocar uma bolha ou o líquido de uma bolha. Você também pode obter a catapora se tocar na saliva de uma pessoa que tem catapora. O vírus entra no corpo através do nariz ou boca e pode deixá-lo doente.
Eles também podem ser transmitidos através do ar, se você estiver perto de alguém que tenha catapora e essa pessoa tiver tosse ou espirro.
Uma mulher grávida com catapora pode passá-la para seu bebé antes do nascimento.
Mães com catapora também podem transmitir a seus bebés recém-nascidos após o nascimento.

A única maneira de parar a propagação do vírus de pessoa para pessoa é evitar que pessoas infectadas compartilhem o mesmo quarto ou casa com pessoas saudáveis, o que não é uma solução prática. A catapora não pode ser transmitido através do contato indireto.

Sintomas da catapora

A catapora provoca erupções em forma de vesículas e bolinhas vermelhas na pele, na cabeça e no tronco, febre e muita coceira. Estes são os sintomas da catapora, doença provocada por um vírus (varicela zoster), que tem alto potencial contagioso pelo ar ou através de secreções e que tem ocorrência aumentada no período de julho a outubro. Variando o prolongamento de contaminação até o inicio do verão de acordo com o tempo (calor abafado e chuvas intermitentes).
Em alguns casos, a catapora pode ser confundida com a varíola ou picada de insetos. As lesões na pele aparecem durante cinco dias, período de maior possibilidade de transmissão da doença. Com a evolução do quadro, o normal é que as vesículas se transformem em pústulas e crostas em poucas horas. O risco de contágio se inicia de um a dois dias antes do aparecimento da vesícula e permanece enquanto elas existirem.

Quando consultar um médico

Se suspeitar que você ou seu filho tem catapora, consulte o seu médico. Ele geralmente pode diagnosticar a catapora examinando a erupção e observando a presença de sintomas que a acompanham. Seu médico também pode prescrever medicamentos para diminuir a gravidade da catapora e tratar complicações, se necessário. Certifique-se de ligar com antecedência para uma consulta se você achar que você ou seu filho tem catapora, para evitar a espera e, possivelmente, infectar outras pessoas numa sala de espera.
Além disso, não se esqueça de informar o seu médico se qualquer uma dessas complicações ocorrer:
- A erupção espalha-se para um ou ambos os olhos;
- A erupção fica muito vermelha ou quente, indicando uma possível infecção bacteriana secundária da pele.

- A erupção é acompanhada de tonturas, desorientação, taquicardia, falta de ar, tremores, perda de coordenação muscular, oagravamento da tosse, vómitos, rigidez do pescoço ou febre superior a 39,4 ºC.


Transmissão da catapora

O vírus causador da catapora aloja-se no nariz e na garganta e é expelido no ar quando uma pessoa infectada espirra, tosse ou fala. Ele também está presente nas bolhas e erupções da pele. A catapora é transmitida de uma pessoa para outra pela tosse, espirro ou contato com as erupções. As pessoas com catapora podem transmitir a doença desde 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e até que todas as bolhas tenham formado crosta (normalmente em aproximadamente 5 dias). Entretanto, pessoas imunodeprimidas podem transmitir a doença por mais tempo, em geral enquanto as bolhas continuarem a surgir. Os sintomas normalmente aparecem de 10 a 21 dias depois do contato com o vírus. 

A catapora é uma doença muito contagiosa

A catapora é uma doença muito contagiosa causada pelo vírus varicela-zoster. O vírus espalha-se facilmente de pessoas com catapora para outras pessoas que nunca tiveram a doença ou que tenham recebido a vacina contra a catapora. O vírus espalha-se no ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. Ele também pode espalhar-se através do tocar ou respirar as partículas do vírus que provêm das bolhas da catapora.

A catapora também pode ser transmitida de pessoas com herpes. O vírus varicela-zoster também pode provocar herpes. Uma pessoa que tenha herpes pode transmitir o vírus para outras pessoas que nunca tiveram catapora ou mesmo que receberam a vacina contra a catapora. Nestes casos, a pessoa exposta pode desenvolver catapora.


A catapora pode ser perigosa

A catapora pode levar a infecção grave da pele, cicatrizes, pneumonia, lesão cerebral e até à morte. Complicações sérias (como pneumonia) são raras, mas são mais comuns em recém-nascidos, mulheres grávidas, pessoas com imunodeficiência e adultos em geral. Antes da disponibilização da vacina, em 1995, cerca de 11.000 pessoas eram hospitalizadas por ano nos EUA devido à catapora e aproximadamente 100 morriam. Quem teve catapora também pode contrair, anos mais tarde, uma doença chamada herpes-zóster, que causa erupções doloridas na pele.

A maioria das crianças com catapora recupera completamente. Mas a catapora pode ser grave e até mesmo fatal, especialmente para os bebés, mulheres grávidas, adolescentes, adultos e pessoas com sistema imunológico debilitado. Certifique-se que todos os elementos de sua família estão vacinadascontra a catapora.
A catapora é uma doença muito contagiosa. As pessoas que nunca foram vacinadas ou que nunca tiveram catapora correm maiores riscos.. Catapora provoca bolhas, prurido, cansaço e febre. Isso deixa uma pessoa sentindo-se muito doente e desconfortável e pode causar a perda uma semana ou mais de escola ou trabalho.

A catapora pode ser grave

Antes de existir a vacina, a catapora causou a doença a cerca de 4 milhões de pessoas, mais de 10.500 hospitalizações e cerca de 100 a 150 mortes por ano apenas nos Estados unidos. A maioria das pessoas que tiveram catapora grave eram saudáveis antes desta doença ter ocorrido.


O que é catapora

A catapora (ou varicela) é uma doença muito contagiosa causada por um vírus chamado Varicela zoster. Essa doença é uma das mais comuns na infância, principalmente porque só se pega catapora uma vez. A principal característica desta doença é deixar o corpo coberto de pintinhas vermelhas, essas pintinhas começam no tronco da criança, espalhando-se rapidamente para o rosto, braços e pernas podendo se espalhar para dentro da boca, do nariz, das orelhas e de outros orifícios do corpo da criança. Depois de um tempo as pintinhas vermelhas se transformam em pequenas bolhas de água que, quando começam a cicatrizar de 4 a 5 dias, formam ‘casquinhas’ e caem. Quando estas pequenas feridas são coçadas infeccionam e deixam na pele cicatrizes permanentes, isto é, não somem jamais. Além disso, a criança tem febre alta, bastante coceira na pele, cansaço, cefaléia (dor de cabeça) e perda de apetite. Uma criança pode pegar catapora se estiver no mesmo local que outra criança infectada pois o vírus está presente na saliva e, quando a criança infectada tosse e espirra, joga no ar minúsculas bolhas de saliva da nossa boca. Quando uma criança saudável inspira, o ar vem contaminado para dentro do corpo e, então, se contrai a doença. Pode-se contrair a doença através do contato direto com a criança infectada, geralmente através da secreção das bolhas. Uma criança com catapora pode espalhar a doença para outras 1 a 2 dias antes do surgimento da erupção, ou até que todas as bolhas tenham secado, possivelmente depois de 10 dias.
Não existe um remédio específico para tratar a catapora. O que se deve fazer é repousar, ingerir bastante líquido e principalmente, evitar coçar as feridas para não infeccionar.
A recuperação dura de 7 a 10 dias. A catapora pode ser prevenida com vacina.

A imunização contra a catapora

A imunização contra a varicela pode ser alcançada com uma das duas vacinas. A primeira é uma imunização combinada contendo vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (MMRV). A segunda é a vacina contra a catapora, que imuniza apenas contra a catapora.

Outras pessoas para as quais é recomendada a imunização contra a catapora são as pessoas que em testes de sangue se verifica não terem nenhuma proteção para a catapora ou que não tenham sido vacinadas contra a varicela.

Estes grupos de risco incluem:
- pessoas em ocupações de alto risco, como profissionais de saúde, professores e educadores de infância;
- mulheres antes da gravidez, para evitar a catapora congênita ou neonatal;
- mulheres imediatamente após o parto
- pais de crianças pequenas
- pessoas que compartilham uma casa com alguém que não tem a imunidade.



3 razões para prevenir a catapora

Existem pelo menos três importantes razões para evitarmos a catapora. São elas:
  1. O impacto total da catapora sobre os pacientes e seus familiares, sendo este frequentemente subestimado. Do ponto de vista físico, a catapora é muito desconfortável para o paciente e toda a sua família e pode ter danos estéticos por muito tempo (às vezes por toda a vida).
  2. A catapora pode causar problemas financeiros pela diminuição dos ganhos dos pais, que são obrigados a ficar em casa cuidando dos seus filhos doentes, ou no caso de adultos que permanecem afastados do trabalho até a melhoria da infecção. Além disso, existem gastos com medicamentos, consultas médicas e exames complementares, principalmente quando ocorrem complicações que obriguem a internação. Quando tem outra criança na mesma casa que nunca teve catapora, o tempo de permanência dos pais em casa pode ser maior ainda. Vale ressaltar que o segundo caso tende a ser mais grave.
  3. A terceira razão pela qual você deveria pensar em evitar a catapora é a boa notícia de se ter uma vacina contra essa doença. A vacina é segura e promove uma proteção duradoura em crianças, adolescentes e adultos saudáveis. Caso o paciente seja vacinado até três a cinco dias após o contato com o vírus, é possível que fique protegido e não desenvolva a doença.

Vacina de catapora, quem não deve tomar

Existem certo tipo de indivíduos que não devem  tomar a vacina de catapora, nomeadamente:
  • Pessoas muito alérgicas à gelatina e ao medicamento neomicina ou pessoas que apresentem reação alérgica a uma dose anterior da vacina, não devem ser vacinadas;
  • Gestantes só devem tomar a vacina contra varicela depois do parto;
  • Pessoas com câncer, portadoras de HIV e outros problemas imunodepressores devem conversar com o médico ou enfermeiro antes de serem vacinadas;
  • Pessoas que recentemente receberam transfusão de sangue ou hemoderivados devem perguntar ao médico qual a melhor altura para tomar a vacina contra a catapora;
  • Pessoas com febre alta só devem ser vacinadas depois que a febre e outros sintomas tiverem desaparecido.

Questões sobre a vacina da catapora

Os efeitos colaterais associados com a obtenção da vacina da catapora podem incluir sensibilidade no local da injeção, febre baixa ou erupção cutânea leve, tipicamente em torno da área da injeção, mas nem sempre ocorrem.

As pessoas que recebem a vacina da catapora têm um menor risco de contrair herpes mais tarde na vida, quando comparadas com aquelas que foram infetadas com o vírus natural. Estudos também têm mostrado que, se os indivíduos vacinados obtiverem herpes zôster, eles experimentam sintomas menos severos do que aqueles que foram infetados naturalmente 

Enquanto que as mulheres grávidas não são recomendadas para obter a vacina da catapora, crianças ou outras pessoas da família que convivem com elas na mesma casa podem receber a vacina.

Se o seu filho é imuno-comprometido, ele é mais propenso a sofrer complicações durante uma infeção com catapora, portanto, você deve diminuir suas chances de entrar em contato com o vírus. Para conseguir isso, você deve: certificar-se de que todas as pessoas que rodeiam o seu filho já tiveram catapora ou foram imunizadas; mantendo o seu filho longe de qualquer pessoa com catapora. Certifique-se de que as pessoas da escola ou creche estão cientes da situação, no caso de alguém na escola ser diagnosticado com a doença.

A catapora é adquirida por algumas crianças porque seus pais preferem que seu filho tenha a doença em vez da vacina. Nestes casos as crianças são intencionalmente expostas a crianças infetadas e a seus pertences, tais como copos, pirulitos, roupas e brinquedos, na esperança de que elas desenvolvam também catapora. Porque complicações e morte podem ocorrer durante infeções de catapora e porque a vacina da catapora é segura, a vacina é a maneira mais segura de proteger o seu filho de catapora.

Antes de existir uma vacina contra catapora, a cada ano cerca de 10.000 pessoas foram hospitalizadas e cerca de 50 a 100 morreram de catapora.
Por outro lado, a vacina da catapora não causa quaisquer efeitos colaterais graves. Assim, os benefícios de obter a vacina da catapora compensam o risco.

A vacina da catapora

A partir do momento em que a vacina contra a catapora foi introduzida, tem havido uma redução impressionante no número de infeções de catapora a cada ano. Considerando que, antes da vacina cerca de 4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com catapora a cada ano, mais recentemente, o número caiu para dezenas de milhares de pessoas a cada ano. Infelizmente, isso ainda gera um grande numero de pessoas doentes, sendo que a doença está longe de ser controlada, por isso a vacinação é importante.

A vacina da catapora é feita com vírus varicela viva, enfraquecido. O vírus da vacina é enfraquecido, de modo que, quando a vacina é administrada, cresce de modo suficiente para provocar a imunidade, mas não o suficiente para causar doença.
A vacina da catapora é recomendada para todas as crianças entre 12 e 15 meses de idade e novamente entre 4 e 6 anos de idade. As crianças mais velhas e adultos que não tiveram a vacina ou a doença também devem receber duas doses.
As pessoas com as seguintes condições não devem tomar a vacina da catapora:
- cânceres;
- algumas deficiências imunológicas, incluindo o HIV; alergia a gelatina; pessoas em terapia imunossupressora de longo prazo ou aquelas que receberam esteróides em altas doses; ou pessoas que receberam recentemente hemoderivados ou imunoglobulinas;
- mulheres que estejam grávidas.

Conhecendo a catapora

A catapora surge quando o vírus varicela zoster infeta o trato respiratório superior (nariz, garganta, canais de respiração) ou conjuntiva (superfície do olho). O vírus pode ser transmitido por secreções respiratórias, como por exemplo a partir de tosse ou espirros, ou por contato directo, tal como a partir de bolhas na pele. A catapora é tão contagiante, que geralmente, todas as pessoas suscetíveis, que convivem na mesma casa de um indivíduo infetado também vão contrair catapora. Muitas vezes, os contatos domiciliares apresentam ainda mais bolhas. Em casos raros, as mulheres grávidas podem transmitir o vírus a seus bebês antes do nascimento.
Pessoas com catapora geralmente têm febre, uma erupção cutânea que começa na cabeça e se espalha para o resto do corpo e coceira. Uma pessoa típicamente terá de 300 a 500 bolhas que aparecem em fases, de modo que nem todas as bolhas surgem na mesma fase.

Complicações da catapora são mais prováveis em adolescentes, adultos, crianças menores de 1 ano de idade, recém-nascidos cuja mãe desenvolveu a erupção durante o tempo de gravidez, e pessoas com condições imunes comprometedoras. Complicações mais comuns são pneumonia, encefalite (infeção do cérebro) e infeções bacterianas, como infecção por estreptococos do grupo A (vulgarmente conhecida como "bactéria carnívora"). Mulheres que estejam infetadas durante a gravidez podem contagiar os bebês com defeitos congênitos, tais como atraso grave de desenvolvimento ou encurtamento dos membros.
Embora rara, a morte pode ocorrer a partir de catapora ou das complicações associadas a esta. Nos E.U.A, antes de uma vacina estar disponível, a cada ano entre 50 e 100 pessoas morreram de catapora, sendo que a maioria eram adolescentes e adultos saudáveis.

Catapora

Catapora é uma doença transmissível, altamente contagiosa, geralmente benigna, porém, indivíduos imunocomprometidos e/ou desnutridos possuem maior risco de doença grave. Em creches sua incidência é maior do que em crianças da população em geral. Acomete praticamente todas as faixas etárias, com maior frequência em crianças de até 5 anos de idade. Geralmente, o número de casos de catapora é maior entre o final do inverno e o início da primavera.
O sintoma mais característico da catapora é o aparecimento de pequenas bolhas na pele que coçam muito, que podem atingir todo o corpo, e formam crostas em 3 a 4 dias. Pode ocorrer ainda febre moderada e sintomas sistêmicos. O período de transmissibilidade inicia-se um dia antes da erupção e termina quando todas as lesões estiverem em fase de crosta. A transmissão é de pessoa a pessoa, através do contato direto com saliva ou outras secreções respiratórias. Não existe um tratamento específico para catapora. Algumas situações exigem tratamento sistêmico, definido pelo médico, com antivirais e anti-histamínicos para casos muito complicados.

Sinais e sintomas da catapora

O primeiro sinal de catapora geralmente é o aparecimento de manchas vermelhas na pele. Algumas crianças sentem-se cansadas ou apresentam febre ou dor de estômago 1 a 2 dias antes de aparecerem as lesões na pele. As lesões inicialmente são vermelhas e planas.
Geralmente se iniciam na cabeça, na face e nas costas, mas podem aparecer em qualquer local do corpo. Algumas crianças têm pequenas lesões na boca, nas pálpebras e em volta da virilha. Estas manchas vermelhas se transformam em bolhas visíveis que causam coceira.
Quando a criança coça, as bolhas se rompem e formam-se crostas. As crostas caem em 2 semanas e a criança continua a ter novas lesões por 2 a 6 dias após o aparecimento das primeiras. As crianças podem transmitir a catapora para outra pessoa desde, antes do aparecimento das lesões na pele, até quando todas as feridas estiverem cobertas por crostas.

Transmissão e incubação da catapora

A catapora se transmite por intermédio do contato direto com secreções das lesões vesiculares e da nasofaringe da pessoa infectada. A porta de entrada habitual é a mucosa do trato respiratória superior. A infecção ocorre por inalação de gotículas das secreções respiratórias ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas dos doentes. Há possibilidade de transmissão a partir de objetos (fômites) recém contaminados com secreções mucosas ou cutâneas.
O período de incubação é de 10 a 21 dias, sendo, em média, 14 dias.
A transmissibilidade ocorre um a dois dias antes do aparecimento das vesículas, até cinco a seis dias depois, enquanto houver a presença de lesões úmidas. O período de transmissibilidade é mais prolongado em pessoas imunodeprimidas, como, por exemplo, pacientes de câncer e aids.

Período de Transmissibilidade da catapora

O período de transmissibilidade da catapora varia de 1 a 2 dias antes da erupção e termina quando todas as lesões estiverem em fase de crosta. Enquanto houver vesícula a infecção é possível por via respiratória. O período de maior risco de transmissão começa 48 horas antes do aparecimento das vesículas e vai até a formação de crostas em todas as lesões. Em crianças previamente saudáveis este período é de geralmente 6 a 8 dias (4 a 6 dias após o surgimento das lesões na pele), porém pode ser mais prolongado (até meses) em indivíduos com imunodeficiência, perdurando por todo o período de surgimento de novas lesões (vesículas). A maioria da população de adultos em áreas urbanas é imune (geralmente mais de 90% nos grandes centros), uma vez que teve a doença na infância. A ocorrência de varicela, no entanto, tende a ser menor em áreas rurais, resultando numa maior proporção de adultos que não tiveram a doença na infância (susceptíveis), sendo particularmente preocupante a possibilidade de que estes indivíduos adquiram a doença (com maior risco de formas graves nesta faixa etária) ao migrarem ou viajarem para áreas urbanas.

Saiba o que é a catapora, quais os sintomas da catapora, como pode tomar medidas de prevenção e qual o modo de tratamento da catapora.
Aceda a todos os artigos relativos a catapora no índice.

Cuidados a ter quando surge a catapora em crianças

Os cuidados com a criança são simples, mas devem ser imediatos, logo que os primeiros sintomas começarem a aparecer. Os pais, ao identificá-los, devem levar a criança a um médico para que se tenha o diagnóstico confirmado da doença. Um dos cuidados é manter as unhas da criança sempre cortadas, para não haver a infecção das vesículas.
Além disso, é importante a limpeza de todo o corpo. “Alguns pais têm receio de lavar a cabeça da criança quando há um quadro febril. Não existe nenhum risco neste procedimento e, no caso da catapora, é fundamental a higienização, principalmente da cabeça e do tronco”.
Uma vez confirmado o diagnóstico da catapora, os pequenos devem ficar em repouso e longe de outras crianças para evitar contaminação.
Também devem ser redobrados os cuidados com a higiene. Água e sabão são os itens necessários para manter a limpeza do corpo, sobretudo do tronco – onde tem maior predominância dos ferimentos – unhas e couro cabeludo.
Também deve ser evitado o uso de pasta d’água e o contato com terra ou areia, que podem ocasionar infecção na pele.
“As grávidas e os pacientes em tratamento de doenças graves (como o HIV e câncer) devem ficar em alerta para não contrair a catapora. Há o risco de transmissão da doença para o recém-nascido e nos pacientes com histórico de imunodeficiência, pois a varicela atinge os órgãos internos, podendo evoluir para óbito”.
Em situações extremas, a catapora pode provocar infecção generalizada, pneumonia bacteriana e até morte.
Para evitar os desconfortos da doença é imprescindível realizar a vacinação da criança e manter um relacionamento família/médico, para os esclarecimentos e intervenções necessárias.

A vacina da catapora é segura

A vacina da catapora é segura para a maioria das pessoas. Mas a vacina, como qualquer outro remédio, pode causar problemas como febre, leve erupção na pele, dor temporária ou rigidez nas articulações, além de reações alérgicas. Problemas mais severos são muito raros. Aproximadamente 70 a 90% das pessoas que tomam a vacina ficam protegidas contra a catapora. 

Vacina contra catapora (Varicela)

Indicação
A vacina contra a varicela é indicada para:
  • pessoas suscetíveis à doença e imunocompetentes que estejam em contato domiciliar ou hospitalar com pacientes imunocomprometidos;
  • pessoas suscetíveis à doença e imunocompetentes, no momento da internação em enfermaria onde haja caso de varicela;
Observação:
  • Quando da ocorrência de caso de varicela em enfermaria proceder à vacinação de bloqueio.
  • pessoas suscetíveis a doença que serão submetidas a transplante de órgãos (fígado, rins, coração, pulmão e outros órgãos sólidos), pelo menos três semanas antes do ato cirúrgico;
  • pessoas com leucemia linfocitica aguda e tumores sólidos malignos em remissão, sem radioterapia.
Observação:
  • Durante seis semanas após a administração da vacina contra a varicela evitar o uso de salicilato.
Contra-indicação
A vacina contra a varicela é contra-indicada na ocorrência de hipersensibilidade imediata (reação anafilática) após o recebimento de qualquer dose anterior, ou de história de hipersensibilidade aos componentes da vacina.
É contra-indicada, também, na vigência de gravidez e para pacientes imunocomprometidos, excetuando-se os casos referidos na indicação.

Composição
A vacina contém o vírus vivo da varicela atenuado, obtido de cultura de células diplóides humanas, contendo traço de neomicina e nutriente (sorbitol, manitol).

Apresentação
A vacina é apresentada sob a forma liofilizada, em frasco de dose única, acompanhado do respectivo diluente.

Conservação
A vacina contra a varicela, dependendo do laboratório produtor, é conservada numa temperatura entre +2ºC e +8ºC ou a - 20ºC, mesmo na instância local.

Dose e volume
O esquema básico da vacina contra a varicela corresponde:
  • a uma dose de 0,5 ml para crianças de 12 meses a 12 anos de idade;
  • duas doses de 0,5 ml para os maiores de 13 anos de idade, com intervalo de 30 a 60 dias entre uma dose e outra.
Via de administração
A vacina contra a varicela é administrada por via subcutânea.
A injeção é feita, de preferência, na região do deltóide, na face externa da parte superior do braço, ou na face ântero-lateral externa do antebraço, podendo, também, ser administrada na região do glúteo, no quadrante superior externo.

Reconstituição e administração
O vacinador, antes de administrar a vacina contra a varicela, deve:
  • lavar as mãos e organizar todo o material: seringa, agulha e outros;
  • retirar a vacina e o diluente do refrigerador ou da caixa térmica, verificando o nome da vacina, bem como o prazo de validade.
Observações:
  • O diluente, no momento da reconstituição, deve estar na mesma temperatura da vacina, ou seja, entre +2ºC e +8ºC.
  • para esfriar o diluente colocá-lo no refrigerador, pelo menos, seis horas antes da reconstituição.
  • reconstituir a vacina, da seguinte forma, aspirar o diluente, injetar o diluente vagarosamente pelas paredes do frasco, fazer um movimento rotativo com o frasco para uma perfeita homogeneização da vacina, aspirar o volume a ser administrado, verificando na graduação da seringa se a dosagem está correta;
  • preparar a pessoa a ser vacinada, colocando-a em posição segura e confortável, fazendo a limpeza do local da administração, se necessário.
O vacinador, para administrar a vacina, deve injetar o líquido lentamente.

Observação:
  • A técnica a ser utilizada para administrar a vacina contra a varicela é a da injeção subcutânea.
O vacinador, após administrar a vacina, deve:
  • desprezar a seringa e a agulha;
  • estar atento à ocorrência de eventos adversos imediatos;
Observações:
  • Podem surgir manifestações locais como dor e rubor.
  • Cerca de 7% das crianças e adultos podem apresentar exantema maculopapular ou variceliforme até 30 dias da administração da vacina.
  • O risco de zoster é mais baixo após a vacinação do que após a doença natural.
  • Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre questões específicas;
  • lavar devidamente as mãos;
  • Registrar o número do lote e a validade da vacina administrada;
  • Orientar a pessoa vacinada ou seu acompanhante sobre o retorno, quando for o caso, para complementar o esquema básico de vacinação.
Fonte:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_proced_vac.pdf

Como identificar a catapora

Erupções em forma de vesículas e bolinhas vermelhas na pele, na cabeça e no tronco, febre e muita coceira. Estes são os sintomas da catapora, doença provocada por um vírus (varicela zoster), que tem alto potencial contagioso pelo ar ou através de secreções e que tem ocorrência aumentada no período de julho a outubro. Variando o prolongamento de contaminação até o inicio do verão de acordo com o tempo (calor abafado e chuvas intermitentes).
Em alguns casos, a catapora pode ser confundida com a varíola ou picada de insetos. As lesões na pele aparecem durante cinco dias, período de maior possibilidade de transmissão da doença. Com a evolução do quadro, o normal é que as vesículas se transformem em pústulas e crostas em poucas horas. O risco de contágio se inicia de um a dois dias antes do aparecimento da vesícula e permanece enquanto elas existirem.

Contrair catapora mais de uma vez

É possivel contrair catapora mais de uma vez, mas não é comum. Na maioria dos casos, se você já teve catapora, não terá novamente. Entretanto, o vírus que causa a catapora permanece no corpo pelo resto da vida. Anos mais tarde ele pode causar erupções na pele conhecidas como cobreiro, que os médicos denominam “herpes-zóster”. As erupções do cobreiro parecem as da catapora, mas normalmente só aparecem em uma parte do corpo e não se espalham. Diferentemente da catapora, o cobreiro causa dor. As crianças às vezes pegam cobreiro, mas a doença é mais comum entre os adultos. Tocar o fluido das erupções do cobreiro pode disseminar o vírus e causar catapora em pessoas que não sejam imunes.